em menos de uma semana, o senhor anti-telemóveis (
me) e anti- qualquer coisa que não uma voz humana ao vivo e em
technicolor (
plead guilty) especializa-se num instantinho em mensagens de voz
sui generis com duração superior a um minuto e meio. ora vejamos: hoje, enquanto descia a rua garrett e observava de relance a montra da bertrand, deixei registados momentos de silêncio e de abstracção - porque as novas tecnologias também servem para isto: soprar bocadinhos de vida real pelas ondas hertzianas.
(não. esqueci-me de que estava a gravar a mensagem.)
declarações para memória futura (à atenção do
f.): duas páginas de um conto do raymond carver equivalem a três minutos e vinte e oito segundos, em voz descontraída (talvez acelerada?) e com uma tentativa - frustrada, sempre frustrada - de distinguir as vozes de nick, laura, mel e terri.
(03:28:56, cronometrados pelo telemóvel no final de um
voice male.
for the record, «what we talk about when we talk about love». mas um dia testarei as reais capacidades das nossas operadoras com um poema de shelley.)