stark major

19.11.05

 

como arrasar com a zona ribeirinha de lisboa em dez lições

lição_01. para quê cobrir as estátuas dos nossos reis e duques com um pinheirinho de meia-leca? surpreenda o continente europeu (!) com esta majestosa árvore de natal meets farol da guia. 72 metros e 170 toneladas de pura (in)utilidade pública:


foto: antónio cotrim | lusa
à venda nas melhores instituições bancárias.

Comentários:
Não esqueçamos o Jesus Cristo Nosso Senhor lá em cima na cruz a sofrer por todos nós.
 
Sim, a forma da estrela nem tenta ser subtil. É simétrica em yy', mas na metade negativa de xx' tende para -∞ que é uma coisa parva! Os vampiros que tentem entrar em Lisboa pelo Tejo que se cuidem. Mas, acho que não conseguem atravessar círculos de água, de qualquer maneira...
Mas acho bem. Afinal de contas, o Natal é uma celebração cristã. Para quê esconder os símbolos próprios da crença? Antes vê-los que acatá-los subrepticiamente.
Depois da procissão da Senhora de Fátima aos Restauradores, uma estrelinha em forma de crucifixo é o menos...
O Sebastião José deve estar a dar voltas no túmulo. Venha 2006.
 
A Opus Dei decerto que concorda contigo, mindful, para quê esconder os símbolos? Já agora, para quê esconder os versículos da bíblia que são mais retrógrados (como apedrejamento da filha, e outros que tais igualmente divertidos)?
 
Sebastião José de Carvalho e Melo. E mais não digo.
 
E viva a cegueira mental!
:P
 
You can say that again!
 
Mas quanto à questão lateral levantada pelo Kurtz, não acho que esconder essas passagens da Bíblia que consideramos pouco próprias de uma sociedade como a nossa seja a solução. Na altura em que era um católico dos sete costados, lembro-me perfeitamente de ouvir como preocupação fundamental dos vários padres com quem me cruzei a necessidade de uma leitura actualista da Bíblia. Nunca vi nenhum padre apoiar-se nas Escrituras para defender apedrejamentos ou a morte do filho, por exemplo. Até do Genesis ou do Apocalipse ninguém (que eu tenha ouvido, claro...) faz uma interpretação literal.

Mas enfim, quem sou eu para defender a Igreja Católica.
 
Dapster, a chamada "leitura actualista da Bíblia" é precisamente o que dá margem de liberdade retórica a quem se diz "apoiado na Bíblia", o que lhes fornece um argumento de autoridade que os desculpa (na mente de muita gente) da racionalização.

Obviamente só pessoas coerentes como o Abominável César das Neves (JCN) tendem a fazer uma aproximação "full spectrum" da Bíblia (e ainda bem que são tão poucos).

É como dizer que Deus desaprova homossexuais e votar "NÃO!" no referendo, mas não matar a população inteira de uma cidade se pelo menos um dos seus habitantes rezar a outro deus (Deuterónimo 13:13-19). It's cherry picking: Eu escolho a moral irracionalmente que a Bíblia há-de-me suportar profeticamente, seja X ou não-X.

Obviamente não ouves um padre a dizer isso porque, pelo menos uma das duas: a)perdia crientes (crentes + clientes)
b)teve uma formação humanista laica que o influenciou (o que o faz enfatizar as partes do Novo Testamento).

Quando digo "esconder" não me refiro a nenhuma forma de censura. Para isso já temos o Índex. Acredito na liberdade de informação. Referia-me a tornar isso em algo visto como uma curiosidade antropológica do género "olha, que giro, já viste filho? Eles antes acreditavam num ser omnipotente, omnisciente e omnipresente, que os criou à sua imagem; era bondoso e vingativo ao mesmo tempo; colocou-os na terra para fazer o bem mas eles só faziam guerra e iam para o inferno porque não eram bons.". Ou seja, 'esconder' das crenças. É uma espécie de obscurantismo, só que ao contrário.


um abraço :)

ps: peço desculpa ao anfitrião Starkmajor por estar a usar os comentariadores próprios do seu blogue para palco de debate.
 
kurtz:

não desculpo. ;P

(e faço meu o teu último comentário. ainda que necessitasse de uma ou outra correcção, a meu ver. no time for it now, however.)
 
Meus amigos, apresento-vos o Ignosticismo - a crença num Deus e a sua discussão são tão supérfluas que nem têm lugar nas mentes demasiados ocupadas dos livre-pensadores. Afinal, quem se lembrou sequer de inventar um Deus? Para quê toda esta controvérsia milenar? Ocupamos demasiado tempo das nossas vidas a reflectir sobre um assunto sem sentido. Por quê Deus e não andorinhas epilépticas gigantes com cio (from outer space, forgot to add)? Devíamos utilizar o nosso potencial cognitivo para fins produtivos, e não para tentar justificar o injustificável perante aqueles que não nos querem ouvir.
Só não sou totalmente ignóstico porque a religião é nefasta quando deixada correr sem limites. Lá teremos que manter um olho aberto e desperdiçar energias a debater seres etéreos das raízes da humanidade.
 
E em vez da desculpa dos pasteis de Belém, agora qual é a desculpa?!! :P
 
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