hoje
junto aos torniquetes da estação de metro
rasurei o blog da minha cabeça
atirei o moleskine para dentro da mala a tiracolo
e segredei-te um post -
- sem cifras nem segredos -
- não era a habitual citação de um livro nenhum poema duas palavrinhas simples
(uma semana a soletrá-las na cabeça e um mover dos teus olhos para as prender na garganta)
- segredei-te um post -
(escrito há anos sem cifras nem qualquer mistério duas palavrinhas simples e facílimas de decifrar)
- segredei-te um post -
- achei que não teria coragem, que seria o fraco do costume -
segredei-te
um post que jamais publicarei.