[08:57] no montijo, a embarcar para lisboa, com o computador portátil e mantimentos para um dia de estudo em casa da s.
[09:12] leitura atenta do
público (depois de ter deitado ao lixo, à entrada do barco, a XIS). que pontaria: logo à noite, na :2,
Anna Karenina com a Greta Garbo.
damn it: a s. não tem televisão.
[09:23] chegada à capital rumo à universidade. «sim, pode parar mais à frente, não tem importância.»
[10:10] no magnólia do campo pequeno: cappucino e queque de amêndoa. na leitura do
dn, descubro que agustina, lobo antunes e houellebecq se preparam para lançar novos romances na
rentrée literária.
[10:34] s. sentada à porta de casa. bagagem em casa, pés ao caminho.
[10:52] paragem na barata. livros a rodos. saudades e compra de
the economist.
[11:03] sentados no magnólia do cinema londres («este empregado não estava no campo pequeno?»).
information overload enquanto passo os olhos pela revista. «será que a
culturgest tem net gratuita hoje? queria ir postar umas coisas no blog e enviar um mail ao j.» «
no way, jose. só durante a semana.»
[11:32] s. e eu de volta a casa. estudo acompanhado. escrita de tese.
close reading do poema «Modern Craft» de Hart Crane,
as I bang my head against the walls.
[13:30] almoço. recordação de um jantar há mais de dois anos, na batalha. «sabes, isto é pouco. muito pouco.» respeito o meu regime alimentar.
[14:00] nova ronda de estudo. s. deitada na cama com flannery o'connor (i. e., o volume de correspondência) e eu sentado à secretária em modo /escrita. «perturbado, não. ele [um amigo comum] é mesmo chato.
perturbado é um epíteto que reservo às pessoas que são interessantes - e ele não me interessaria ainda que viesse acompanhado da rainha de sabá.»
[17:10] lanche. a manteiga
flora magra usada pela s. é intragável e obriga-me a desperdiçar metade do pão-de-leite. ao café: «vamos ao cinema?» entre
ciclo de cinema lgbt, um outro no ávila, as propostas da cinemateca e o novo do wes craven, eu ganho.
[17:35] sentados no magnólia do saldanha residence, reparo que consegui o pleno de ir a todos os estabelecimentos magnólia da capital (ou esqueci-me de algum?). os fósforos são cortesia da casa. fumo o primeiro cigarro da semana -
davidoff truly sucks, s.
[18:32]
Red Eye, de Wes Craven. «as fate would have it, my business is all about you.»
[19:40] «mãe, podes gravar-me a
Anna Karenina mais logo, às 23:00?»
[20:10] em casa da s. mesmo em frente, já se notam as primeiras movimentações à porta do
passerelle. nova ronda de estudo. dêem-me dois tiros nas pernas, por favor.
[21:40] resolvo telefonar à c. e informá-la do filme de logo à noite. «se não acabaste de ler a
Anna K. é melhor não o veres. e não, a versão da isabelle adjani não vale um chavo - exceptuando, claro, o
senhor que faz de Vronsky.» a c. está prestes a ir jantar com o l. a um restaurante na ribeira de gaia. abraços ao l. e prometo emprestar-lhes a gravação.
our lives depend on you, dearest mom![22:30] arroz de marisco ao som da
RCP, depois de peripécias diversas. à terceira transmissão da música «Copacabana» do Barry Manilow (
At the Copa (CO!) Copacabana / the hottest spot north of Havana (here) / at the Copa (CO!) Copacabana / Music and passion were always the fashion / At the Copa... they fell in love!), ameaça de indigestão. a piedosa s. desliga o rádio e acaba com a carnificina auditiva.
[00:41]
off to bed. certifico-me que as janelas e estores se encontram bem fechados; as luzes psicadélicas à entrada do
passerelle (incidindo directamente sobre a janela do quarto) tiram o sono de qualquer um. penso na Anna K. em Moscovo. fecho os olhos. daí a nada, estou eu em São Petersburgo.