estreou na passada quinta-feira um filme que irá passar despercebido nas salas nacionais. e é pena - porque o regresso de Wes Craven é (quase) sempre um acontecimento. este
Red Eye é, mais do que um
thriller competente e muito eficaz, uma das boas surpresas de 2005. ainda que a intriga apresente diversas falhas (algumas exigem mais do que a mera
suspension of disbelief), estes oitenta minutos de película são tão intensos que nem sequer nos é dado tempo para respirar. ou seja: dêem-me um par de actores hiper-talentosos, um argumento brilhante - e inteligentíssimo na forma como modula os medos da insegurança e do terrorismo pós-9/11 - e uma mão-cheia de citações e paródias
à la Wes Craven e fico de barriguinha cheia. e pregado à cadeira do cinema, que foi o que me aconteceu durante dois dos três actos que estruturam o filme.
(e assim se interrompeu um dia dedicado ao estudo.
oh boy.
oh boy indeed.)