stark major

11.8.05

 

vida de pechisbeque

no início da tarde de hoje, passou (completamente despercebido) no canal hollywood um dos (muitos) filmes da minha vida. Imitation of Life (1959) de Douglas Sirk, o último por si realizado em solo americano a encerrar uma década afluente e profundamente contraditória. vi-o hoje pela quarta vez; como nas anteriores, fiquei siderado com a interpretação da Susan Kohner («How do you tell a child that she was born to be hurt?»). o genérico inicial, planos e mais planos de me deixar sem respiração (a Sara Jane e a Lora a discutir nas escadas, por exemplo; ou a sequência da Sara Jane a caricaturar uma escrava sulista em pleno cocktail familiar), as superfícies reflectoras (espelhos, vidros, carros, ...), tudo. há filmes perfeitos, sem mácula. e no mundo de Sirk, shiny surfaces depict rotten worlds.
Adenda: Stephen Handzo em Intimations of Lifelessness: Sirk's Ironic Tearjerker, aqui: «Sara Jane wants something that even Mildred Pierce's money couldn't buy: white skin.»

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