repara que não disse «fica». passava ainda o genérico inicial no ecrã do cinema quando me debrucei na cadeira como se estivesses na outra ponta da sala (estavas ao meu lado) e, com todos os cuidados do mundo, segredei-te ao ouvido «vai-te embora». não: não era nenhuma manobra psicológica; não era nenhum «fica» disfarçado de rejeição. lembra-te que nem todos jogamos à bisca psicológica. acredites ou não, era o «vai-te embora» mais honesto que guardo na memória.