- Julgas-me implacável? - perguntou-lhe, arqueando a sobrancelha num trejeito desentendido.
Que reparasse nas manchetes gordas penduradas nos quiosques e nos rodapés dos noticiários, que olhasse o quotidiano sem um pingo de assombro. Tinha aprendido com o mundo e o mundo justificava a sua conduta odiosa.
- Lê os jornais, meu caro. Não fui eu que inventei o mundo.